Laboratório da UFLA registra aumento de até 7 vezes em casos de vírus respiratórios na região

04.06.2026

Número de amostras analisadas passou de 200 para 600 entre abril e maio.

O Laboratório de Diagnóstico Molecular (LabMol) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), que recebe amostras de 50 municípios da região, registrou aumento expressivo nos casos positivos de vírus respiratórios. Entre abril e maio, o número de testagens positivas triplicou, com destaque para a influenza A, que teve crescimento de até sete vezes.

De acordo com os dados apresentados, o volume de amostras analisadas no período também cresceu significativamente, passando de cerca de 200 para 600. A projeção é de que os números continuem em alta, especialmente com a proximidade do inverno.

O coordenador do LabMol, Bruno Del Bianco Borges, explicou o cenário. “Nós tivemos então um aumento no número de amostras que chegaram no laboratório de abril até maio e, com isso, nós observamos também um aumento de casos positivos”, disse.

Segundo ele, os principais vírus identificados foram a influenza do tipo A, o vírus sincicial respiratório e a influenza do tipo B.

“Nós temos um aumento de sete vezes mais nos casos positivos para a influenza, que é o vírus positivo mais prevalente que nós temos no laboratório. Nós temos um aumento de cerca de seis vezes do vírus sincicial respiratório”, afirmou.

O coordenador também chamou atenção para o impacto entre o público infantil. “A gente observou também que essa positividade para o vírus sincicial respiratório está mais prevalente em crianças. Então, isso serve de alerta para toda a população”, destacou.

Além de monitorar a situação epidemiológica, a identificação dos vírus é fundamental para orientar ações de saúde pública.

“Isso é muito importante porque acende um sinal de alerta para qual prevalência daquele vírus que está causando os casos de síndrome respiratória aguda grave”, explicou Borges.

Ele ressalta que o aumento do vírus sincicial respiratório está diretamente relacionado a quadros de bronquiolite, comuns em crianças, e exige atenção redobrada das famílias. “Nós estamos próximos agora de começar o inverno, então isso é muito importante para que as mães tomem bastante cuidado com as crianças”, concluiu.

Foto: Divulgação UFLA

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Fonte - g1 Sul de Minas

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