Justiça Federal manda ANSN reavaliar risco radiológico em projetos de terras raras na região
02.06.2026
Decisão aponta incertezas sobre níveis de radioatividade e obriga órgão federal a emitir parecer.A Justiça Federal determinou a reavaliação técnica sobre o risco de radioatividade em dois projetos de mineração de terras raras em Poços de Caldas (MG) e Caldas (MG), após identificar dúvidas nos estudos apresentados.
A decisão, assinada no dia 26 de maio pela juíza federal substituta Rosilene Maria Clemente de Souza Ferreira, da Vara Cível e JEF Adjunto da Justiça Federal de Poços de Caldas, concede parcialmente um mandado de segurança coletivo e obriga a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) a emitir um parecer conclusivo sobre os empreendimentos Caldeira e Colossus. No entanto, não foi definido um prazo para que isso aconteça.
Com a sentença, a autoridade nuclear terá que reavaliar dados dos projetos, emitir parecer técnico conclusivo e definitivo, analisar se há produção de rejeitos com radioatividade acima do permitido e esclarecer lacunas sobre amostras efluentes e resíduos. Esse novo parecer será essencial para definir quem terá competência para conduzir o licenciamento ambiental.
Os projetos são desenvolvidos pelas empresas Meteoric Caldeira Mineração Ltda. e Viridis Mineração Ltda., voltados à extração e beneficiamento de terras raras, atividade que pode gerar rejeitos com potencial radiológico.
Um dos pontos centrais da decisão são dados técnicos que indicam possível extrapolação dos limites de radioatividade.
A decisão também tem impacto direto na definição de qual órgão deve conduzir o licenciamento ambiental. Segundo a legislação, casos com material radioativo podem ser de competência federal, com atuação do Ibama.
A juíza considerou que, diante das incertezas, não é possível manter o processo apenas na esfera estadual.
A Viridis informou que os estudos realizados no Projeto Colossus apontaram níveis de radioatividade muito abaixo dos limites regulatórios, levando a ANSN a classificar preliminarmente o empreendimento como isento de controle radiológico. A empresa afirma que o processo ocorrerá em sistema fechado, sem descarte de efluentes, e destaca seu compromisso com a segurança ambiental e o cumprimento das exigências legais.
A Meteoric declarou que segue todas as normas ambientais e regulatórias e afirmou não ter conhecimento da decisão judicial mencionada. Segundo a empresa, análises realizadas no Projeto Caldeira não identificaram riscos à saúde ou ao meio ambiente.
Já a ANSN informou que não foi oficialmente notificada sobre a decisão da Justiça Federal. A agência esclareceu que os processos seguiram os procedimentos regulatórios previstos e que eventuais conclusões sobre riscos radiológicos dependerão das próximas etapas do empreendimento, quando serão realizadas inspeções e novas avaliações.
Foto: Viridis/Divulgação
Compartilhar
Veja também
FELIM-MG 2026 contará com apoio do TCE Cultural e do Tribunal de Contas de Minas Gerais
02.06.2026
Guaxupé Café Festival começa nesta sexta com grandes atrações musicais e programação até 30 de junho
29.05.2026
Centro logístico de Pouso Alegre triplica de tamanho e movimenta US$ 250 milhões em 2026
28.05.2026
Governo de Minas anuncia primeira mulher no comando-geral da PM
28.05.2026
'Made in Itajubá': cidade apresenta selo nacional e mira expansão tecnológica
28.05.2026
46ª edição do Sarau Pôr do Som acontece nesta quarta, 27 de maio em Muzambinho
27.05.2026
Inscrições abertas para curso técnico gratuito de Guia de Turismo na região
26.05.2026
Trecho da BR-265 é totalmente interditado para obras entre Bom Jesus da Penha e Jacuí
26.05.2026
Expocafé 2026 começa em Três Pontas com mais de 170 estandes e palestras técnicas
26.05.2026