Hospital psiquiátrico Gedor Silveira demite mais de 100 funcionários após decisão judicial de fechamento
15.05.2026
Instituição está tentando parceria com a Prefeitura de São Sebastião do Paraíso.A fundação mantenedora do hospital psiquiátrico Gedor Silveira, em São Sebastião do Paraíso, iniciou o processo de demissão de 109 funcionários após uma decisão judicial determinar o fechamento da unidade. Alguns estavam há 30 anos na instituição.
Atualmente, 109 funcionários estão cumprindo o aviso prévio. O restante ainda não teve as rescisões feitas devido a questões envolvendo estabilidade.
"São as gestantes, os eleitos pela CIPA, aqueles funcionários que têm estabilidade decorrente de algum acidente de trabalho. Então, ainda não houve o aviso desses funcionários. Está havendo um estudo jurídico porque eles têm direitos garantidos", explicou a gerente administrativa, Gabriela da Silveira.
O hospital atuava havia mais de 60 anos e atendia, de forma gratuita, pacientes de mais de 150 municípios do Sul de Minas. Antes do fechamento, chegou a ser considerado o maior hospital psiquiátrico do estado.
Em março, a Justiça Federal suspendeu novas internações psiquiátricas pelo SUS. O último paciente recebeu alta em 30 de abril.
O custo para a demissão dos funcionários chega a R$ 3 milhões. O hospital não tem recursos para saldar as rescisões porque já enfrentava um déficit financeiro antes de ser fechado.
"Além do pagamento dos déficits, do pessoal e das melhorias, a gente comprou diversas questões estruturais em prol dos pacientes e, após um ano, com a não possibilidade de aceitar novos pacientes, esse déficit, em um mês e meio, totalizou quase R$ 1 milhão, somando aos que a gente já tinha", disse Gabriela.
Para arcar com esse valor, a fundação busca uma parceria com a prefeitura de São Sebastião do Paraíso.
"Em decorrência do encerramento das atividades assistenciais, diante do déficit financeiro da fundação, a gente busca uma parceria com a prefeitura, seja através de uma permuta, uma desapropriação amigável, sendo realizada a troca do prédio administrativo e do prédio assistencial por alguns terrenos do município, para que tenhamos maior liquidez e uma venda mais fácil para conseguir angariar recursos para o pagamento das rescisões", afirmou Gabriela.
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