Investigação policial aponta que farmacêutica encontrada em cafezal de Campestre não teve morte violenta
28.04.2026
Polícia chegou à conclusão de que ela morreu em decorrência de uma demência que tinha.A farmacêutica Regina Helena Vieira de Souza Marques, de 74 anos, encontrada seminua em um cafezal de Campestre (MG) não sofreu uma morte violenta, aponta a investigação realizada pela Polícia Civil.
"Não havia um sinal sequer que apontasse uma morte violenta no corpo dela. Também foram excluídas a possibilidade de estupro, violência sexual e suicídio", afirma o delegado Marcos Pimenta, chefe da Delegacia Regional de Poços de Caldas.
O corpo de Regina foi encontrado na manhã de 21 de abril, após três dias de buscas. Ela havia desaparecido durante uma viagem de São Paulo para Alfenas. A farmacêutica fazia o trajeto rotineiramente a cada 15 dias para visitar familiares.
De acordo com a polícia, Regina pode ter morrido em decorrência de efeitos de uma demência que tinha e que pode ter sido agravada por um acidente que ela havia sofrido poucos dias antes de sua morte.
"Verificamos que havia um início de demência natural da idade, que foi acentuado por uma colisão do veículo no dia 2 de abril, em Alfenas. O veículo dela chocou na traseira de outro, houve um impacto de média monta e ela não foi socorrida. E, na cabeça de um idoso, esse chacoalhar, assim dizendo, pode provocar um pequeno trauma na cabeça, que foi intensificado por essa demência", diz o delegado.
Investigação
Para chegar à conclusão de uma morte não violenta, a polícia trabalhou com os peritos criminais no local para angariar evidências que pudessem identificar a causa da morte e o porquê de a vítima estar em um cafezal com as vestes parcialmente retiradas.
O corpo foi encaminhado ao IML de Poços de Caldas para análise do médico legista, onde foi comprovado que não havia sinais corporais que apontassem morte violenta.
Também foram feitos exames de sangue e de material do estômago em Belo Horizonte que excluíram a possibilidade de ingestão de substâncias que possam ter dopado a vítima ou a envenenado.
A polícia também rastreou a viagem feita pela farmacêutica desde a sua saída de São Paulo.
"Quando ela foi sair do seu prédio, não estava conseguindo sequer abrir o portão, que é algo comum que ela fazia, e os seguranças do prédio falaram que ela estava um pouco confusa", afirma Dr. Pimenta.
Com apoio da Polícia Civil de São Paulo, foram coletadas imagens de câmera de segurança de Regina em uma parada em um posto de combustíveis em Águas da Prata (SP), nas quais ela apresentava tranquilidade.
"Ela comprou biscoito, seguiu e, no trajeto, não se sabe por quê, muito provavelmente, pela demência, ela virou nessa zona rural onde o corpo foi encontrado", diz o delegado.
Com base nas evidências, a polícia descartou a participação de qualquer pessoa na morte da farmacêutica. De acordo com o delegado, ela pode ter se apavorado por ter entrado em um lugar desconhecido e falecido entre os dias 18 ou 19 de abril.
"Nós analisamos desde a saída dela da capital de São Paulo. Ela veio para o interior do estado de Minas Gerais, parou em Águas da Prata, aparentando estar bem tranquila. Estava sozinha no seu carro, ela ingressou sozinha nesse carro, ninguém a abordou na garagem, no estacionamento, nada. Não há nenhum sinal de arrombamento do carro. Ela tinha uma certa quantia de dinheiro, não tinha um arranhão que pudesse dar sinal de que alguém a estava agredindo. Nós acreditamos que ela perdeu o controle de direção e ficou aflita. Ela teve o zelo de trancar o seu carro, os seus pertences estavam todos organizados, ela era uma senhora metódica, estava tudo organizado em sacolas", diz.
O delegado também responsabiliza a sua condição mental pela falta de vestimentas de Regina: "É natural, numa demência, numa dor aguda, o ser humano fazer esse gesto de retirar as roupas numa angústia.
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