Crime de ex-presidente de cooperativa falida prescreve em Muzambinho
18.01.2017
Roberto Vieira de Souza estava foragido desde novembro na cidade. Ele foi condenado a 3 anos de prisão; outros dois ex-diretores estão presos.O ex-presidente da Cooperativa Agropecuária de Muzambinho (Coomam), condenado por gestão fraudulenta, teve o crime prescrito e não pode mais ser punido. Roberto Vieira de Souza estava foragido desde novembro, quando foi condenado a três anos de prisão. Dois ex-diretores da cooperativa, que faliu em 2004, estão presos.
Da denúncia de fraude até a condenação dos responsáveis pela falência da cooperativa, foram 17 anos. O pedido de prisão contra os membros da diretoria saiu em novembro do ano passado. Dos três que foram condenados por gestão fraudulenta, apenas dois estão presos: José Amélio Miranda, ex-diretor da cooperativa e José Aleixo da Silva, ex-secretário.
O ex-presidente da cooperativa só teve o benefício da prescrição porque a Justiça não conseguiu fazer a prisão dele na mesma época em que prendeu outros dois membros, porque ele estava foragido.
"Ele foi condenado por dois crimes, sendo que o primeiro crime, que foi falsidade ideológica, o próprio tribunal na minha sentença de 1º grau, o tribunal reconheceu no recurso da defesa, que já havia sido prescrito lá no Tribunal de Justiça e então restou apenas um crime, que foi crime contra economia popular, gestão fraudulenta, então restou apenas uma pena de 3 anos para ser cumprida", disse o juiz Flávio Schimit.
A diretoria da Coomam foi condenada por dois crimes: o de falsidade ideológica, que prescreveu antes mesmo de ser executado e o crime contra a economia popular, que tem prazo de oito anos para prescrição. A primeira sentença saiu em 2008 e quando a prisão foi executada, o crime já estava perto de prescrever.
"Os outros dois, como deu início ao cumprimento da pena, interrompeu-se e não foi reconhecido, portanto que tentaram junto ao Tribunal de Justiça um habeas corpus, no mesmo sentido e o relator por enquanto não concedeu o reconhecimento da prescrição e eles continuam cumprindo a pena no regime semiaberto para o cumprimento da pena de 3 anos", disse o juiz.
A Coomam foi fundada em 1970 e chegou a ter quase seis mil cooperados. Em 2004, ela fechou as portas e em 2012, seus bens começaram a ser leiloados para o pagamento de credores e associados. O último prédio foi vendido no mês passado. Ainda não existe uma data para o pagamento dos credores da cooperativa.
"Nós temos hoje uma estimativa de em torno R$ 10 milhões junto ao Banco do Brasil depositado, e a gente não sabe o valor total dessa dívida, mas a gente espera dentro do possível que consiga pagar o maior número de credores", completou Schimit.
O advogado Laerte Simões, que defende José Amélio Miranda e José Aleixo da Silva, que estão presos, informou que aguarda decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) sobre um pedido de habeas corpus.
Foto: Reprodução EPTV
Compartilhar
Veja também
Dia D da Campanha de Multivacinação acontece neste sábado, dia 20 de junho em Muzambinho
19.06.2026
Motorista morre após carreta tombar e bater contra árvore na MG-290, entre Jacutinga e Ouro Fino, MG
18.06.2026
MEC prorroga até 22 de junho o pagamento da inscrição do ENEM 2026
18.06.2026
Colheita de café avança na área de atuação da Cooxupé
18.06.2026
Andradas define nova empresa responsável pelo saneamento básico pelos próximos 30 anos
17.06.2026
Cabo Verde celebra seleção africana na Copa e manda mensagens ao goleiro Vozinha
16.06.2026
Acidente entre carreta e ônibus deixa um morto e dois feridos na Fernão Dias
16.06.2026
Caneta de semaglutida brasileira com custo a partir de R$ 452 chega às prateleiras a partir de hoje, 15 de junho
15.06.2026
Cabo Verde: cidade mineira pinta ruas e torce por país africano de mesmo nome na estreia na Copa
15.06.2026