Com carreira iniciada em Paraguaçu , Ítalo Manzini, desbanca Cielo e vai representar o Brasil nas olimpíadas
22.04.2016
Após bater o campeão olímpico e ficar com vaga para o Rio 2016, mineiro de 24 anos rasga elogios, mas lembra: "Tem que ser um pouco de renovação também"Ao contrário da maioria dos nadadores, Ítalo Manzine começou a levar o esporte a sério um pouco mais tarde. Mais precisamente, aos 16 anos, quando se tornou atleta federado em agosto de 2008. O motivo: a medalha de ouro conquistada por Cesar Cielo nos 50m livre dos Jogos Olímpicos de Pequim. Oito anos depois, o mineiro conseguiu superar o ídolo e principal inspiração. Na final do Troféu Maria Lenk, a última seletiva olímpica, conquistou a vaga para a Rio 2016, deixando Cielo fora. O outro classificado foi Bruno Fratus.
Com o melhor tempo da vida, Ítalo bateu o recordista mundial por nove centésimos: 21s82 contra 21s91. Eles terminaram em segundo e terceiro, respectivamente. O vencedor da disputa dos 50m livre foi Fratus, com 21s74. Ao sair da piscina, ainda um pouco incrédulo com o feito, o atleta do Minas fez questão de reverenciar aquele que foi o principal incentivo para sua carreira na natação.
- Acho que tem muito para agradecer a ele. É uma referência, um herói. O Coach (Alex Pussield, comentarista do SporTV) colocou no blog dele o que nem eu sabia. Que comecei a nadar cinco dias após o Cesar ter sido campeão olímpico. Foi a motivação de ver ele nadando, ganhando o ouro em 2008, que fez estar aqui hoje – disse Ítalo.
Além de competir, Manzine também teve a oportunidade de treinar um período com Cielo. Foi em 2014, quando o campeão Mundial fechou contratado com o Minas e passou a morar em Belo Horizonte. Período de cerca de um ano em que aprendeu bastante com o tricampeão mundial dos 50m livre.
O Cesar me deu os parabéns. A gente já treinou junto. Ele sabe o quanto eu batalhei por isso. Também sei o quanto ele batalhou... Com certeza, é fonte de inspiração total para mim. Estou muito feliz de ter tido a chance de nadar com ele e ainda no mesmo nível. É uma realização encontrar seu ídolo e disputar lado a lado com ele.
Apesar da reverência a Cielo, Ítalo acredita que o resultado deste domingo faz parte de um ciclo do esporte. Em que os mais experientes abrem caminho e passam o posto aos mais jovens.
- A gente fica triste por um lado. Um ídolo, um campeão que ficou fora das Olimpíadas. Mas tem que ser um pouco de renovação também. E a natação é um esporte que renova muito rápido. Difícil um atleta se manter em alto nível pelo tempo que ele se manteve. É como vai ser comigo, com o Fratus. Como o Cielo me ensinou, espero também ensinar para os mais novos no futuro - concluiu.
*Foto: Globo esporte.
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