Cafeicultores de Caconde esperam colheita maior neste ano

19.05.2015

Produtores estão otimistas após safra prejudicada por estiagem. Comerciantes também estão confiantes e esperam alta de 20% nas vendas.

Cafeicultores de Caconde (SP) estão otimistas após uma safra ruim por conta da estiagem e esperam colher quatro mil toneladas a mais do que no ano passado. O ano de 2015 é considerado de baixa produtividade, mas mesmo assim a previsão é colher mais do que em 2014 na cidade com o maior cafezal do Estado, 11 mil hectares. Os comerciantes também esperam alta, já que época da colheita significa aumento nas vendas.

 

A florada demorou por conta da estiagem e influenciou na colheita, que está um mês atrasada. Contudo, isso não deve atrapalhar os cafeicultores, que devem ter uma safra boa no ano. “Em termos de frutos na planta, ano passado tivemos mais frutos, mas pelo fato de a seca ter interferido, esses frutos não geraram o grão que precisamos”, explicou o técnico agrícola Arivaldo de Moraes.

 

Grãos vermelhos e maduros indicam que já estão no ponto para a colheita, mas nem todos estão assim na plantação do cafeicultor Odecio Fernando de Faria. Por isso, o produtor que tem um sítio de 10 hectares quer esperar mais um pouco. “Não perder tanto na qualidade e nem na produtividade, porque uma vez colhendo verde estou perdendo qualidade. Devo começar a colher, provavelmente, no próximo mês”, comentou.

 

A expectativa é colher 16,2 mil toneladas. Na fazenda de 320 hectares do cafeicultor Mario Ferrari, o trabalho está sendo realizado a todo vapor. “O café aparentemente está com aspecto de dar um rendimento bem menor que o do ano passado, o triplo até da produtividade”, contou o produtor, que contratou 50 pessoas para a safra.

 

Comércio
O trabalhador rural Edvaldo Acacio Clementino mora no distrito de Barrânia e aproveita a colheita do café para ganhar mais. Ele recebe R$ 140 por dia e já faz planos com o salário. “Comprar um guarda-roupas, sofá, fogão, fazer umas compras. Já dá para fazer bastante coisa”, falou.

 

É também o caso de Valdeci de Paula, que trabalhava com a macadâmia e mudou para o café. “O café dá mais para nós. É por produção, então ganhamos mais”, afirmou.


Como o café é a principal fonte de renda da cidade, comerciantes estão animados com a chegada de clientes como Edvaldo e Valdeci. O dono da loja de móveis espera um aumento nas vendas. “É uma época muito importante para a gente, porque a colheita dura de quatro a cinco meses, o que gera um aumento de 20% de quatro a cinco meses no ano, o que dá um reflexo muito bom nas vendas".

 

No supermercado em que Marcos Paulo de Almeida é gerente, as vendas devem aumentar de 10% a 20%. Por isso, o estoque já está sendo reforçado. “Ainda vai levar de 15 a 20 dias para vir o pessoal de fora. A gente vai fazendo umas compras para ir guardando estoque. O que não pode ser guardado a gente vai providenciando, tipo a carne, que temos uma produção própria, com bois separados, e vamos matando conforme precisamos”, apontou.

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Fonte - G1 Autor - Fagner Passos

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