Impasse entre Clube da Praça de Esportes e Prefeitura de Muzambinho continua
31.03.2015
Administração quer assumir e transformar a entrada que é paga em gratuita. Clube alega que administração gerou prejuízo durante gestão.Uma praça de esportes virou motivo de desavença entre os diretores e o atual prefeito de Muzambinho (MG). O local, de propriedade do Estado de Minas Gerais, é administrado como clube há mais de 40 anos. Há sócios que pagam mensalidade, mas agora a prefeitura quer assumir a administração e tornar o acesso gratuito à população e o caso deve parar na Justiça.
Um vídeo gravado no último dia 13 deste mês pelo tesoureiro do clube mostra o prefeito da cidade, Ivan de Freitas, tentando tomar posse do local, sem as chaves do local. Nas imagens, é possível ver que ele chega a pedir um chaveiro para entrar no espaço.
“Eu estou procurando fazer tudo bem feito. Vai num chaveiro, manda o chaveiro vir aqui, para a gente entrar [sic]”, falou o prefeito na gravação.
Procurado, ele informou que a prefeitura tem direito a explorar o local. “Nós vamos recorrer judicialmente para reintegração de posse, porque aquilo pertence ao povo. O que eu quero fazer é abrir as portas para que lá tenha escolinhas, como já começamos a fazer, de vôlei, basquete, futebol, judô, karatê, capoeira, dança, dança dos idosos, natação”, declarou o prefeito, que negou que tenha deixado de pagar as contas do clube no tempo em que geriu a entidade.
O clube possui área de lazer, três campos de futebol, ginásio, piscina com toboágua e parquinho. Em um documento, de dezembro de 2013, a Secretaria Estadual de Esportes, ligado ao Governo de Minas, cedeu o uso do clube ao município por um período de cinco anos, mas a atual diretoria, que administra o espaço e cobra mensalidade de 260 sócios, contesta a transferência.
Segundo o atual presidente do clube, Trindade Escudero, desde 1973, ano da fundação do clube, é a diretoria quem tem a posse do local. Em 2014, eles até aceitaram dividir a área com a prefeitura, mas a parceria não deu certo.
“Abandonavam o clube depois dos eventos e nós do clube é que tínhamos que fazer a limpeza, com despesas nossas. Depois passamos a conta de água e luz para a prefeitura e só pagaram dois meses e isso rescinde, automaticamente, o termo de cessão”, disse
Por isso, depois de uma reunião, a diretoria do clube decidiu que não vai ceder o espaço para a prefeitura. Isso só vai acontecer caso haja uma ordem judicial. A direção ainda pede o ressarcimento do que foi investido no local ao longo das últimas décadas, ou seja, algo em torno de R$ 7 milhões.
“O prefeito disse que vai entrar com uma ação, então nós estamos aguardando essa ação para fazermos a defesa do clube e temos a convicção de que o judiciário não vai antecipar nada sem ouvir o clube da praça de esportes”, comentou o advogado José Roberto Del Valle Gaspar.
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