Novo teste de dengue apresenta o resultado em 20 minutos
06.03.2015
Kit de Diagnóstico Rápido da Dengue desenvolvido com o apoio do Programa de Incentivo a Inovação estará pronto ainda no primeiro semestre deste ano.Pesquisadores da Fundação Ezequiel Dias (Funed) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) criam um kit de diagnóstico da dengue que detecta em 20 minutos a contaminação pelo vírus. O exame é rápido e seguro e representa uma importante ferramenta para o tratamento dos pacientes com suspeita da dengue. O kit é um dos 17 projetos da Funed apoiados pelo Programa de Incentivo à Inovação (PII), realizado pelo Sebrae Minas, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SECTES).
Atualmente, os laboratórios diagnosticam a doença pelo teste ELISA (do inglês Enzyme Linked ImmunonoSorbent Assay), que utiliza amostras de sangue e por isso demora no mínimo três dias para confirmar ou não a infecção pelo vírus da dengue. Outro tipo de teste adota a técnica do PCR, que investiga a presença do vírus por meio do genoma. É mais rápida, porém mais cara, o que a inviabiliza para testes em escala, como acontece com as análises para diagnóstico da dengue. Também existem outros testes rápidos similares ao que está sendo desenvolvido na Funed, porém eles são importados, o que representa um alto custo para sua utilização em larga escala no Brasil.
Foi neste contexto, que as pesquisadoras Alzira Batista Cecílio e Erna Kroon criaram o Kit de Diagnóstico Rápido da Dengue, que utiliza uma nova técnica conhecida como imunocromatografia. O método consiste em uma pequena fita, que em contato com a amostra do paciente, se contaminado, reage à presença do vírus e muda de cor. “Com a essa nova técnica, o médico poderá tomar a decisão correta sobre o tratamento, monitorando a evolução da doença para sintomas mais graves”, acredita Alzira.
O novo teste rápido, com tecnologia nacional, será uma opção economicamente viável para atender à alta demanda do SUS, que concentra 60% da demanda por esse produto. O produto será descartável, capaz de realizar uma análise e sua comercialização será na forma de pacotes com 25 ou 100 testes.
O projeto de pesquisa, desenvolvido em parceria Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Secretaria de Saúde de Minas Gerais, está adiantado, já com protótipo laboratorial para testes. Inicialmente, a expectativa é que a nova tecnologia seja utilizada na Funed, que recebe anualmente cinco mil amostras de pacientes de Minas Gerais para exames laboratoriais. Também poderá ser transferida para o setor farmacêutico, podendo acelerar os resultados para a dengue em todo o país. “O protótipo está em fase de finalização. Iremos patenteá-lo e avaliar com o governo ou com empresas do setor privado o interesse em produzi-lo em escala. A previsão é que o produto fique pronto ainda no primeiro semestre deste ano”, diz a pesquisadora.

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