Montebelense é uma das vítimas da ditadura militar, aponta Comissão da Verdade

11.12.2014

Aurea Eliza Pereira, natural de Monte Belo (MG) é uma das 434 pessoas mortas no período da ditadura. Vítima é considerada desaparecida política.

Depois de dois anos e sete meses de trabalho, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) confirmou, em seu relatório final, 434 mortes e desaparecimentos de vítimas da ditadura militar no país. Entre essas pessoas, 210 são desaparecidas.

 

No documento entregue na quarta-feira (10) à presidenta Dilma Rousseff, com o relato das atividades e a conclusão dos trabalhos realizados, a CNV traz a comprovação da ocorrência de graves violações de direitos humanos. “Essa comprovação decorreu da apuração dos fatos que se encontram detalhadamente descritos no relatório, nos quais está perfeitamente configurada a prática sistemática de detenções ilegais e arbitrárias e de tortura, assim como o cometimento de execuções, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres por agentes do Estado brasileiro” diz o texto.

 

Entre as vítimas, aparece Aurea Eliza Pereira, filha de Odila Mendes Pereira e José Pereira, nascida em Monte Belo (MG) em 1950, que teve sua formação inicial em Areado (MG), e em 1964 foi estudar no Rio de Janeiro (RJ), no Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no qual participou de movimento estudantil e conheceu Arildo Valadão, e se casaram em 1970.

 

Foto: Comissão Nacional da Verdade

 

O casal militante fazia parte do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e se mudou para o Pará, onde Aurea passou a trabalhar como professora. 

 

Vários relatos indicam o desaparecimento de Aurea, mas ela teria sido presa no dia 30 de abril de 1974 e morta aos 24 anos, no dia 13 de junho de 1974 e  supostamente enterrada em Xambioá, Tocantins. 

 

A montebelense foi capturada na Operação Marajoara que era uma ação “descaracterizada, repressiva e antiguerrilha” que tinha o objetivo de destruir as forças guerrilheiras. 

 

Aurea Elisa Pereira é considerada desaparecida política, pois seus restos mortais não foram entregue a seus familiares e não permitiu o seu sepultamento até os dias de hoje. 

 

O relatório pede a continuação da investigação sobre o caso, a localização dos restos mortais, retificação da certidão de óbito, identificação, responsabilização e punição dos envolvidos. 

 

Para visualizar o documento na integra clique aqui. O caso Aurea está na página 18 do documento oficial. O site da Comissão da Verdade disponibiliza também os demais relatórios do estudo. 

 

A Comissão Nacional da Verdade foi instalada em 2012. Criada pela Lei 12.528/2011, a CNV será extinta no dia 16 de dezembro.

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Fonte - Redação Atividade FM Autor - Fagner Passos

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