Homem que morreu prensado por árvore em Alfenas estava sem EPI

08.12.2016

Acidente com técnico agrônomo de 31 anos foi no Jardim São Carlos. Polícia Civil investiga se vítima tinha capacitação para fazer corte.

O Corpo de Bombeiros afirmou que o técnico agrônomo que morreu prensado por uma árvore no Jardim São Carlos, em Alfenas (MG) na manhã desta quarta-feira (7), não usava Equipamento de Proteção Individual (EPI), que é de uso obrigatório para serviços acima de 2 metros de altura. A Polícia Civil foi acionada e deve investigar se o técnico agrônomo era capacitado para fazer corte de árvores.


"Sabemos que ele é técnico agrônomo, mas não sabemos se ele é qualificado nessa área. Aí não nos foi apresentada nenhuma documentação devido a ele ser vítima fatal", explicou Ronan Cordeiro, sargento do Corpo de Bombeiros.


Segundo os bombeiros, Lúcio Antonio Franca Pereira, de 31 anos, foi encontrado já sem vida. "Acredita que sim [que ele morreu por asfixia]. Porque ele ficou preso com a região toráxica no tronco. E o galho que veio a cair prendeu na região posterior, na região das costas. Com isso, veio a pressioná-lo entre os dois troncos", disse o sargento.

 

Ainda de acordo com os bombeiros, o técnico tentava cortar um galho abaixo de onde ele estava, foi então que o de cima se partiu sozinho. Há indicativos de que a madeira havia apodrecido. "Acredita-se que ele nem, por algum momento, pensou que poderia este galho, ao cair, puxar o outro e ele ser prensado onde ele se encontrava", disse o sargento do Corpo de Bombeiros.


O acidente aconteceu em um terreno particular na Rua Humberto de Campos, ao lado da casa de Antônio. O trabalhador rural conta que ofereceu ajuda antes do acidente, mas o técnico agrônomo recusou. O morador disse que viu como tudo aconteceu.

 

"Saí correndo. A minha esposa [estava] apavorada. Saí correndo, falei 'nossa, o que eu vou fazer agora'? Eu não sabia se eu pegava a motosserra, se eu subia lá, se eu ligava a motosserra, se eu cortava o tronco para livrar as costas dele", contou o trabalhador rural Antônio Donizete Rodrigues.

 

Já outra moradora disse que ficou assustada. "Eu nunca vi uma coisa desse jeito. Aí veio o bombeiro, veio ajuda, tudo, cortou para tirar. E deu o que fazer para tirar o corpo dele", disse a dona de casa Cintia Alves Ribeiro.

 

Foto: Corpo de Bombeiros

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Fonte - G1 Sul de Minas

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