Após 'farra das diárias', apenas dois vereadores se reelegem em Guaxupé

07.10.2016

Justiça condenou 12 parlamentares por irregularidades em diárias. Para o MP, mudança na composição da câmara foi resposta do eleitor.

A renovação da maioria dos vereadores de Guaxupé também ganhou espaço na imprensa regional. O G1 Sul de Minas publicou nessa quinta-feira (06) uma reportagem destacando a mudança. Segundo a publicação, dos atuais 13 vereadores, apenas dois conseguiram a reeleição. Para o Ministério Público, a mudança na composição da câmara foi uma resposta do eleitor. Uma vereadora que foi reeleita e outros 11 parlamentares foram condenados pela Justiça no caso que ficou conhecido como "farra das diárias".

 

O resultado na Câmara Municipal de Guaxupé teve apenas duas reeleições. João Fernando (PSDB) foi o único candidato não investigado no processo e conseguiu se eleger para mais um mandato. "Eles me deram um crédito de confiança, novamente", afirmou o candidato para a reportagem e completou dizendo que acredita que o resultado pode ter sido uma vontade de renovação do legislativo.

 

A outra vereadora a conseguir a reeleição foi Luzia Angelini (PSL), com 494 votos. Ela está entre os 12 vereadores que foram condenados, em primeira instância, no caso conhecido como a "farra das diárias". A ação do Ministério Público indicou que os vereadores usaram diárias de viagens de forma irregular e também alteraram leis para aumentar o valor recebido.

 

O juiz Milton Furquim também determinou a cassação dos mandatos de 10 vereadores e a perda dos direitos políticos por 8 anos. Os 12 vereadores terão que pagar ainda uma multa de três vezes o valor das diárias utilizadas. Eles recorrem da decisão.

 

No final do mês passado, o mesmo juiz voltou a intimar os 12 vereadores envolvidos nas investigações. Em outra ação, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a decisão de primeira instância. Na intimação, os vereadores devem declarar nulo o ato que não acolheu o pedido de instauração de procedimento de cassação feito por um eleitor. A decisão do TJMG também prevê que os 12 segundos suplentes assumam os cargos para apreciar o pedido de cassação.

 

Foi o chefe de cozinha José Ricardo Mussara que fez o pedido para que os vereadores votassem o pedido de abertura do processo de cassação. “Porém não foi acatado, aí eu entrei com a representação popular como eleitor no qual eles têm que acatar, já havendo em vista que já é uma decisão judicial”, explica.

 

Nas ruas, as pessoas acreditam que o resultado da eleição é uma resposta à investigação. “Repercutiu muito [o caso], então o pessoal viu tudo isso aí, viu outras coisas, então não quis mais”, opina a dona de casa Vera Lúcia Teixeira.

 

O promotor eleitoral Thales Tácito Cerqueira também credita a mudança à condenação da maioria dos atuais vereadores. “Isso não é um fenômeno local, eu acredito que é um fenômeno nacional. Então eu acho que a população, realmente, está dando um grande aval às autoridades que estão fazendo o seu trabalho, que estão cumprindo a constituição, sem nenhum tipo de perseguição, nenhum tipo de sigla partidária, proteção, alguma coisa nesse sentido. Então eu acredito que a população de Guaxupé não foi diferente”, explica.

 

Depois do resultado nas urnas, os eleitores agora aguardam a posse dos novos vereadores. “Tomara que esses vereadores novos que entraram façam alguma coisa pela população”, pede a auxiliar de cozinha Naiara Conceição Gomes.

 

Foto: G1 Sul de Minas

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Fonte - G1 Sul de Minas

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