Paralisação nos bancos atinge cerca de 64% das cidades do Sul de Minas

13.09.2016

Movimento grevista completa uma semana nesta terça-feira (13). Na regional de Varginha, há agências paradas em 41 dos 70 municípios.

A paralisação nos bancos atinge 64,12% das cidades atendidas pelos sindicatos regionais no Sul de Minas nesta terça-feira (13), quando o movimento grevista completa uma semana em todo o país.

 

Segundo dados das bases sindicais de Poços de Caldas (MG), Pouso Alegre (MG) e Varginha (MG), 84 dos 131 municípios estão com funcionários de agências públicas e privadas em greve.


Na regional de Itajubá (MG), que abrange 35 municípios, há paralisação de 100% em 26. "Em Itajubá e Santa Rita do Sapucaí [MG], por exemplo, só tem autoatendimento para o público.

 

Fechou tudo, tanto nos bancos públicos quanto nos privados", informou pela manhã o presidente do sindicato José Manuel Cerva de Oliveira.

 

Adesão em Varginha e Poços de Caldas
Em Poços de Caldas, 17 das 26 cidades integrantes da base sindical aderiram ao movimento. Na regional de Varginha, a adesão chegava a 41 das 70 cidades no balanço feito no final da tarde desta segunda-feira (12) pelo sindicato.


"Em Alfenas, Elói Mendes, Lavras, Pouso Alegre e Varginha, todos os bancos estão parados. Nas demais, a adesão à greve é parcial", contou o presidente do sindicato local dos bancários, Fábio Massote. "Agora às 14h temos reunião com os representantes dos bancos para nova negociação. É a terceira. As duas primeiras propostas que nos apresentaram não foram boas. Vamos ver se essa vai atender a categoria, mas não vamos criar muita expectativa", avaliou.

 

Negociação
A greve dos bancários começou em todo o país na terça-feira (6). Os bancários pedem reposição da inflação mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.


A Fenaban não divulga quantos bancos estão parados no país, mas, segundo Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a greve já chega a quase metade das agências bancárias. A terceira de rodada de negociações acontece em São Paulo (SP) na tarde desta terça-feira.


A última paralisação dos bancários ocorreu em outubro de 2015 e teve duração de 21 dias, com agências de bancos públicos e privados fechadas em 24 estados e do Distrito Federal. Na época, a Fenaban propôs reajuste de 10%, em resposta à reivindicação de 16% da categoria.


Tentativas de acordo
A primeira proposta feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que é a entidade que negocia com os sindicatos, apresentava reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A segunda proposta, feita na sexta-feira (9), era de um reajuste de 7% no salário, PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, além de abono de R$ 3,3 mil.


As duas propostas foram rejeitadas pela categoria, que considerou que a oferta não atendia as perdas salariais impostas aos bancários nos últimos anos. Em nota, a Fenaban disse que "o modelo de aumento composto por abono e reajuste sobre o salário é o mais adequado para o atual momento de transição na economia brasileira, de inflação alta para uma inflação mais baixa".

 

Filas para pagamento
Desde sexta-feira, filas são registradas especialmente em Correios e casas lotéricas da região, que oferecem alguns serviços afetados pela greve dos bancários. Em uma das lotéricas de Poços de Caldas, onde apenas uma agência bancária ainda mantém o atendimento, as filas aumentaram cerca de 30%, segundo a atendente Elaine Cristina da Silva.


"É tudo bem corrido. É chamar o cliente, atender rapidinho e chamar o outro porque não dá conta não. Tá bem corrido", relatou Elaine.


A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), representante dos bancos, informou que os clientes podem usar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que não vencidas), saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências e saques de benefícios sociais.


O cliente ainda tem a possibilidade de usar os correspondentes bancários, existentes em postos dos Correios e casas lotéricas, para pagar contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, sacar benefícios e fazer depósitos, entre outros serviços.

 

*Foto :G1 Sul de Minas.

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Fonte - G1 Sul de Minas

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