Funcionários públicos paralisam serviços da Prefeitura em Caconde
06.05.2015
Sistemas de informática e telefonia chegaram a ser derrubados pela manhã. Prefeito diz que negociações continuam e que administração está no prazo.Aproximadamente 100 servidores municipais de Caconde (SP), incluindo funcionários de setores administrativos e de obras, paralisaram suas atividades às 7h de segunda-feira (4) e derrubaram sistemas de informática e telefonia da Prefeitura. Eles reivindicam melhores condições de trabalho e a retomada de benefícios que teriam sido cancelados. Em reportagem ao G1, o prefeito informou que as negociações continuam e que os reajustes foram concedidos anualmente.

Segundo Paulo Reining de Nogueira, advogado da Prefeitura que também está em greve, os únicos setores que não estão paralisados são a Saúde e a Educação e os funcionários que aderiram ao movimento estão divididos em dois pontos: trabalhadores relacionados a obras estão no barracão municipal para evitar a saída de qualquer maquinário e os da área administrativa estão no pátio municipal.
Ainda de acordo com Nogueira, a greve tem o objetivo de fazer com que a Prefeitura ofereça melhores condições de trabalho e um aumento de, no mínimo, 13%, sendo 6,4% relacionados à inflação e o restante, à diferença de anos sem reajuste e um plano de carreira.
“Há mais de 2 anos que a cidade não abre vagas para concurso público, estão contratando as pessoas para contratos temporários. A maioria dos funcionários ocupa cargos de confiança. Além disso, a Prefeitura contrata empresas terceirizadas para concluir serviços, causando desvalorização dos cargos”, disse o advogado.
Prefeitura
O prefeito Luciano Semensato (PSDB) afirmou que, em reunião nesta segunda-feira (4), solicitou 10 dias aos trabalhadores para que a administração faça o balanço dos primeiros quatro meses do ano e possa, com base no levantamento da arrecadação, analisar propostas.
Disse ainda que, para que o município possa oferecer reajustes, medidas como a redução dos cargos de confiança e o corte de horas extras não estão descartadas. "A folha de pagamento corresponde a 49,3% do orçamento e temos de respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal".
"A situação econômica do país está difícil e é preciso tomar cuidado. Pedi para apresentarem as reivindicações para vermos o que é legal. O aumento salarial de Caconde sempre foi anunciado em maio, estamos no prazo", disse Semensato.
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