Deputado desmonta argumentos da oposição e reafirma dados do diagnóstico do Estado
22.04.2015
Líder do Governo na Assembleia de Minas, Durval Ângelo concedeu entrevista à imprensa na última semana.Em entrevista à imprensa, na última semana, o líder do Governo na Assembleia, deputado Durval Ângelo (PT), desmontou os argumentos do bloco de oposição, Verdade e Coerência, para tentar desqualificar o diagnóstico do Estado apresentado pelo governador Fernando Pimentel. O parlamentar lembrou que a maior parte dos dados compõe o Orçamento 2015, aprovado, por unanimidade, há três semanas, na Assembleia, com voto favorável da própria oposição. “São dados recentes e tão concretos que não tivemos nenhuma contestação aqui na Casa”, afirmou.
Como exemplo da evidência dos dados, Durval Ângelo citou o número de homicídios, um dos pontos do diagnóstico contestados pela oposição. Segundo o deputado, qualquer cidadão pode confirmar no site do Ministério da Justiça que, enquanto os assassinatos aumentaram 13% em todo o país, de 2002 a 2012, em Minas, a escalada foi de 52,7%, levando o estado a figurar como o oitavo mais violento do Brasil. Ele recordou ter denunciado, há cerca de três anos, que o então secretário de Defesa Social estava sonegando os números da criminalidade no Estado. “As estatísticas divulgadas eram irreais. Tanto é que o secretário caiu”, frisou.
Para o deputado, mais do que dados, o maior indicativo é o sentimento de insegurança da população. “Minas vive, sim, um caos na segurança pública, herdado de um desgoverno, de um choque de gestão que não passou de uma falácia”.
Dívida comprova falácia do déficit zero
O líder do governo também rebateu ataques da oposição referentes à dívida de Minas. Ele defende a renegociação da dívida, mas destaca que em 19 anos, ela subiu de R$ 14 bilhões para R$ 90 bilhões. O principal motivo seria um acordo de renegociação feito pelo então governador Eduardo Azeredo, do PSDB, com o governo federal, na presidência do também tucano Fernando Henrique Cardoso. O acordo teria sido tão desvantajoso para o Estado que o sucessor de Azeredo, Itamar Franco, parou de pagar a dívida, provocando uma polêmica nacional.
Considerando a dívida mais um legado da má gestão do PSDB, Durval Ângelo ironizou o fato de, ainda assim, a oposição insistir na ideia do “déficit zero”.
O deputado também jogou por terra a alegação do bloco Verdade e Coerência de que o governo anterior teria entregado todas as obras em andamento. Durval recordou que, em dezembro passado, o Sindicato da Indústria da Construção Pesada publicou matéria paga em diversos jornais, denunciando a paralisação de todas as obras em Minas e o não pagamento de R$ 480 milhões referentes a obras realizadas. “Ora, em dezembro, Fernando Pimentel ainda não era governador. A paralisação das obras, inclusive dos hospitais regionais, começou a partir de outubro, quando o PSDB perdeu as eleições em Minas”, garantiu.
Ele comentou, ainda, a informação de que o governo Pimentel teria omitido no Orçamento cerca de “R$ 1,5 bilhão” referente ao ICMS gerado pelo aumento das tarifas de energia elétrica. De acordo com Durval, não precisa ser especialista para constatar que quando a tarifa sobe, há redução significativa no consumo e somente este aspecto já desbancaria o argumento da oposição. “Quem escondia dados e informações era o governo anterior, para encobrir a má gestão. Se o quadro estivesse tão bom em Minas, como querem fazer parecer, eles teriam vencido as eleições”, conclui o parlamentar.
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